terça-feira, 29 de março de 2011

Japão detecta plutônio no solo da central nuclear de Fukushima

Protegidos contra radiação, policiais procuram por vítimas do tremor em Fukushima
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A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, informou nesta segunda-feira que detectou plutônio em cinco pontos do solo do complexo.

A operadora afirmou, segundo a agência de notícias Kyodo, que o plutônio teria sido liberado do combustível nuclear da usina, danificada pelo terremoto e posterior tsunami de 11 de março.

A Tepco detalhou que o nível de plutônio encontrado em amostras retiradas nos dias 21 e 22 de março não impõe risco à saúde humana, mas ressaltou que vai ampliar o monitoramento do complexo e arredores. O plutônio é mais tóxico que outras substâncias radioativas como iodo e césio.

O único reator que contém combustível misto de urânio e plutônio é o número 3. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já havia alertado para uma fissura na câmera de contenção deste reator, que nos últimos dias emitiu, de maneira intermitente, fumaça --um indicador de que a pressão continua alta.

Segundo a rede de TV CNN, a Tepco encontrou três tipos diferentes de plutônio no solo.

Mais cedo, a Tepco informou que detectou água com altos níveis de radiação em túneis subterrâneos fora do reator 2, o primeiro indício de um vazamento do tipo desde a crise nuclear.
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O vazamento estava em um túnel que rodeia o reator número 2 e viria do núcleo do reator, onde as varetas de combustível sofreram derretimento parcial, segundo a Kyodo.

Segundo a Tepco, a água continha concentrações radioativas de mais de mil milisievert por hora. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA diz que uma única dose de 1.000 millisieverts é suficiente para causar hemorragia em 30 minutos. Se a pessoa ficar exposta por quatro horas, pode morrer em 30 dias.

Esse nível é similar ao detectado este fim de semana em uma região alagada no interior do prédio de turbinas da unidade 2, que obrigou a interromper o trabalho dos operários.
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