TV Vitória
Foto: Reprodução TV Vitória![]() |
"Eu bati no vidro do carro para tentar conversar, mas ele não abriu. A filha dele saiu do veículo e me agrediu. Quando ele viu e veio para cima de mim dando socos e tapas. Eu não tive como me defender. Essa é a segunda vez que isso acontece", lamentou.
Logo depois da agressão, a vítima tentou prestar queixa na Delegacia da Mulher de Cariacica, só que o local estava fechado. Então, ela foi até o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) do município, onde foi orientada a procurar a Delegacia da Mulher nesta quarta-feira (08). Lá, ela foi informada de que só iria ser ouvida em março de 2011.
Ela alega que teme pela própria vida. "Eu tenho medo porque em qualquer momento pode acontecer alguma coisa comigo e nada foi registrado ainda. Só fiz a queixa e não tem a ocorrência completa", comentou,
Sem solução, a vítima procurou a Delegacia da Mulher em Vitória para pedir ajuda. A delegada disse que iria ouvi-la para tentar conseguir uma medida protetiva.
A equipe de reportagem da Rede Vitória procurou a Delegacia da Mulher de Cariacica e foi informada pela delegada que o motivo da demora para ouvir a vítima seria o aumento na procura por mulheres agredidas. "Isso mostra a qualidade do trabalho realizado pela Delegacia da Mulher. Com a Lei Maria da Penha, a demanda cresceu muito. A solução que encontramos foi o agendamento, que é feito em vários órgãos", disse a delegada Lídia Meireles.
A delegada acrescentou que entre 15 e 20 mulheres agredidas procuram o local todos os dias. Com a alta demanda, a solução encontrada foi o agendamento. Segundo ela, algumas vítimas já estão agendadas para maio do próximo ano. Ela acredita que o alto número seja um reflexo do bom trabalho desenvolvido graças à Lei Maria da Penha.
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