segunda-feira, 27 de abril de 2020

Os vestígios do rei Davi

O dramaturgo alemão Bertold Brecht ficaria entusiasmado com a descoberta arqueológica de uma estatueta do deus fenício-cananeu Baal. Isto porque, em 1918, Brecht estreou sua primeira peça intitulada “Baal”, que tratava da vida mundana na Alemanha e se inspirava no deus da carne, conforme a sua interpretação.
 O artefato data, provavelmente, entre o século XII e X a.C. e foi encontrado por estudantes numa colaboração, desde 2018, entre a Universidade de Macquarie (Austrália), da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Autoridade de Antiguidades de Israel, na cidade de Khirbet el-Rai (Israel).

Também foram encontrados dois selos, uma estatueta de bronze de um bezerro e cerâmicas cananeia filisteia.

 Em contraste ao deus Baal cultuado durante o período politeísta, a descoberta encerra a polêmica sobre a existência do rei Davi (1040 a.C. e 970 a.C.), importante personagem bíblico que matou Golias em umas das passagens mais heroicas das escrituras religiosas.

Todas as evidências apontam para a tese de que a cidade seja Ziclague, que teve seu paradeiro desconhecido por séculos. Publicidade A descoberta só foi possível porque uma equipe de 32 estudantes escavou 1,7 hectares (17.000 m2), entre os dias 26 de janeiro e 13 de fevereiro.

O trabalho braçal, e ao mesmo tempo especializado e minucioso, foi decisivo para o encontro das preciosidades históricas.

Sob sol quente foi preciso escavar, peneirar e descartar inúmeros baldes de terra para chegar aos objetos.
 O dr. Gil Davis, diretor do Programa de Israel Antigo da Universidade Macquarie, declarou que é natural ter “grandes esperanças e baixas expectativas, mas é claro que é maravilhoso quando fazemos descobertas emocionantes.
Sonhamos em descobrir coisas que mudarão nossa compreensão de uma parte significativa do passado antigo”.

Em outras ocasiões se acreditou que a cidade de Ziclague realmente havia sido encontrada, mas as evidências desta vez são muito mais claras.

O sítio arqueológico apresenta significativos indícios como: construções filistinas, um incêndio que coincide com escritos bíblicos (a cidade fora atacada pelos amaquelitas), cerâmicas enterradas como oferendas, embarcações usadas, armazenamento de vinho e óleo, lâmpadas a óleo, santuário portátil, ponta de lança de bronze.

Os pesquisadores descobriram que havia uma arquitetura sofisticada com edifícios domésticos e com possíveis conexões internacionais, contrariando a ideia de dispersos assentamentos da época.

No próprio assentamento os pesquisadores montaram um laboratório químico para testes preliminares de como identificar, nos resíduos do solo, restos de vinho e óleo, sinais claros de uma civilização. Ziclague, conforme dados do antigo testamento nos livros de Samuel, abrigou o rei Davi por 14 meses.
Sob a proteção do rei filisteu Aquis, Davi se refugiou ao fugir do confronto com o rei Saul.

Foi nessa fuga que o jovem Davi matou o gigante Golias. Com a morte do rei Saul, Davi voltou a Hebron, onde se tornou rei e manteve Ziclague sob seus domínios no reino de Judá. Historiadores acreditam que Davi tenha governado uma região com cultura sofisticada e arquitetura elaborada, além da adoração monoteísta do deus Javé.

A tradição religiosa diz que Davi foi impedido — por Deus — de construir um local para adoração da tábua dos 10 mandamentos de Moisés: o motivo seria o seu envolvimento constante em guerras.
Esse desejo de Davi foi realizado mais tarde pelo seu filho, o rei Salomão.

Deus das orgias

 A existência do culto a deuses politicamente incorretos era comum no mundo politeísta. Historicamente encontram-se registros do deus Baal em fontes fenícias, cananéias, babilônicas, aramaicas e egípicias.

Cada deus atendia a características específicas e eram conclamados conforme a ocasião. Ainda assim houve perseguição em Israel aos seus adoradores.
Há relatos de que os cultos ao deus Baal eram promovidos com festas orientadas com bebedeira e orgias. O transe e histeria davam o tom.

Era comum durante os cultos se promoverem rituais de sacrifício. O deus pagão atendia por várias características em localidades diversas.
Ele podia ser a tempestade ou dominador das águas primitivas e, portanto, referência de um deus da natureza.
Podia ser a fertilidade e fecundidade, assumindo tanto o poder para a colheita, quanto para a lascividade, exatamente o lado mais explorado e apreciado pelo poeta alemão.

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Fome faz crianças se alimentarem de grama cozida em país tomado pela guerra civil

Quatro milhões de pessoas no Sudão do Sul estão em risco de morrer de fome, segundo a Organização das Nações Unidas.

 A ONU pede para que agências humanitárias tenham acesso a áreas de conflito num esforço para evitar que crianças morram de fome.

 Mas em Kaldak, no extremo leste do país, o impacto da guerra civil é evidente.

Famílias são obrigadas a comer grama e folhas de árvores para sobreviver, diante da falta de ajuda.
Veja o vídeo abaixo

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Motorista perde controle de carro e sobe em telhado de casa na China, Homem diz ter pisado no acelerador do SUV Honda CR-V por engano.
 Um motorista perdeu o controle de carro e foi para em telhado de casa localizada no leste da China.  
Conduzindo um SUV Honda CR-V, o homem disse ter tentado evitar um acidente, mas acabou pisando no acelerador por acidente ao mudar de direção. 
A polícia precisou utilizar uma escada para retirar o motorista e um guindaste para retirar o carro. 
 Não há informações sobre feridos no acidente. 
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Convidado VIP de um badalado camarote da Sapucaí para assistir ao Desfile das Campeãs neste sábado, o deputado federal Tiririca foi um dos artistas mais assediados pelo público do espaço. 
Quem também chamou muito atenção por lá foi a mulher dele, Nana Magalhães, de 38 anos, e com quem o humorista está casado há 20. Ela usava um shortinho curto e atraiu olhares pela beleza. "As pessoas pensam que ela é minha filha, porque eu a chamo de 'filha'", brinca Tiririca, de 51 anos, acrescentando que não tem ciúmes da esposa. 
 "Só não deixo elogiarem muito (risos). 
Mas não rola ciúme, não. 
Nem da minha parte nem da dela. Temos um relacionamento de muita confiança e uma filha de 7 anos. 
E o que é bonito é para se mostrar mesmo, abestado"
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Caetano Veloso Defende Liberação De Todas As Drogas Após Post Polêmico De Paula Lavigne

Caetano Veloso defende liberação de todas as drogas após post polêmico de Paula Lavigne Acusada por internautas de fazer apologia à maconha por ter postado um vídeo fumando livremente nas ruas de Montevidéu, no Uruguai, Paula Lavigne compartilhou imagens do marido, Caetano Veloso, também se manifestando a favor da liberação da droga. 
 Nas imagens, o cantor narra a experiência que teve com a erva nos anos 60 e vai além ao defender a liberação não só da maconha como de todas as outras drogas no país. 
 "Você fuma maconha, Caetano?", questiona Paula. 
"Não! Deus me livre! Tenho horror à maconha. 
A sensação que me provoca é péssima
Experimentei nos anos 60 e odiei, detestei", responde ele. 
 "Mas eu sou a favor da liberação e da legalização da maconha, aliás, de todas as drogas", continua. 
 "De todas?", pergunta a mulher. 
 "Sim, de todas
Porque acho que legalizar, com imposto... Isso precisa de um amadurecimento da sociedade, eu até entendo", continua o cantor. Paula, então, pondera: "Mas tem que tirar a maconha das drogas pesadas..." E Caetano concorda: "É um bom começo a maconha sair das drogas pesadas, e passar a ser legal, sendo que o álcool é uma droga pesada e é legal"

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Paula Lavigne fuma maconha com amigo no Uruguai e defende legalização no Brasil

Em viagem por Montevidéu, no Uruguai, Paula Lavigne resolveu compartilhar um vídeo que está dando o que falar.
Nele, a produtora de cinema aparece com um amigo fumando maconha no meio da rua e fala da liberação da erva no país. 
Ela, que é casada com Caetano Veloso, também defende a legalização da erva no Brasil. 
"Estamos aqui na rua, em Montevidéu, com um baseado na mão, superlegalizado, sem problema nenhum, coisa que a gente tem que fazer no Brasil. Aqui você pode plantar seis plantas em casa e fumar em qualquer lugar", começa a produtora. "
Então, a gente tem que descriminalizar a maconha no Brasil para abrir vaga nos presídios para os políticos. 
Lugar de maconheiro não é na prisão", continuou. 
"É na rua!", complementou o amigo, o também produtor Tino Monetti. 
 Na legenda do vídeo postado no Instagram na noite desta terça-feira, Paula escreveu: "Em Montevidéu fumando maconha livemente na rua"
 Produtora rebate críticas Após a repercussão do vídeo, Paula voltou ao Instagram na tarde desta quarta-feira e fez um desabafo rebatendo as críticas que vem recebendo: "Não estou mandando ninguém fumar maconha", avisou. Leia na íntegra: "Esclarecendo pra alguns que não alcançam o raciocínio: não estou mandando ninguém fumar maconha e, sim, militando pela descriminação dessa. 
Alguém vai ter coragem de dizer que o álcool devia ser proibido? Qual o valor medicinal do álcool? 
Muitos países já viram o potencial medicinal da maconha, e no Brasil a pessoa ainda é detida pela polícia se estiver usando maconha. 
É crime! Álcool vicia muito mais, e no Brasil até menores bebem, não há controle! O nome disso é hipocrisia!"
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Martinho da Vila faz faculdade de Relações Internacionais no Rio, aos 79 anos.

Martinho da Vila faz faculdade de Relações Internacionais no Rio, aos 79 anos. Devagar, devagarinho, 
Martinho da Vila vai chegando lá. Cantor, compositor, poeta e escritor, o músico de 79 anos mostra que nunca é tarde para aprender e voltou às salas de aula. 
 Ele é aluno do 5º período do curso de Relações Internacionais de uma universidade particular na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Bastante aplicado, Martinho se destaca nas aulas por ser extremamente inteligente e dedicado.
 Esse é o primeiro curso universitário do cantor, que é autor de 14 livros com temas que variam sobre Brasil, política, samba e escravidão. 
 Procurado pelo EXTRA, o sambista contou que escolheu o curso de RI por causa do seu trabalho como embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). 
 "Já pratico relações internacionais há muito tempo, mas eu queria pegar um pouco de conhecimento mais teórico", explica. "Na faculdade, eu sou um aluno de conhecimento, um ouvinte. Faço os trabalhos que todos fazem, cumpro uma carga horário, mantenho a frequência nas aulas, mas não preciso fazer prova"
 Ele releva ainda que sua atitude de voltar a estudar tem servido de exemplo para muita gente retornar às salas de aula. 
 "Várias pessoas de uma certa idade, até de 50 anos, que tinham vontade de fazer um curso superior, mas que não tinham muita coragem, chegam e falam que foram incentivados por mim a estudar. 
 E isso é bacana.
 Conhecimento nunca é demais".
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